quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Como evitar o formol na escova progressiva.

A Anvisa encontrou mais uma vez formol na fórmula de um alisante. O "Alinhamento Amarula", produzido em Curitiba pela empresa John Hair, causou reação alérgica em uma cliente mineira. Em São Paulo, a reportagem buscou pela progressiva em grandes lojas de cosméticos e os vendedores não conheciam o produto. A empresa não possui site. Cabeleireiros da capital paulista também afirmaram não conhecer a marca. Mesmo que não seja o "Amarula", ainda há muito alisamento por aí que tem excesso de formol na fórmula. É comum ouvir dos cabeleireiros que todas as progressivas têm formol. Elas de fato podem ter a substância, o problema, porém, mora na concentração. Neste site: http://portal.anvisa.gov.br/wps/content/Anvisa+Portal/Anvisa/Servicos/Consulta+a+Banco+de+Dados/Cosmeticos é possível pesquisar os nomes dos produtos que têm licença da Anvisa e, consequentemente, não tem formol como principal agente. Antes de mergulhar na química, vá ao salão, converse com o cabeleireiro, peça para ele mostrar qual produto usa. Anote o registro da Anvisa ou somente o nome (celulares que tiram foto podem economizar o lápis e o papel), e, em casa, busque informações sobre o produto no site. Todos os cosméticos avaliados pela agência têm concentração máxima de 0,2% de formol, que é liberado por atuar como conservante. "Ainda é uma quantia alta", diz a dermatologia e cosmiatra Meire Gonzaga. Ela explica que inúmeros cosméticos têm formol na fórmula, mas em concentrações baixíssimas, como 0,0015%. 0,2% é perigoso? Segundo Gonzaga, essa porcentagem pode afetar somente as pessoas alérgicas ao formol. A quantia baixa somada ao intervalo de três meses ou mais entre cada procedimento minimiza possíveis danos à saúde das clientes. Nesse caso, o maior prejudicado é o cabeleireiro que faz vários procedimentos desses por dia. Para evitar intoxicação, os profissionais devem usar mascaras e trabalhar em lugares arejados.

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